
ATENÇÃO: ESTE POST CONTÉM SPOILERS! (e toma-lhe estrangeirismos!)

A sessão não chegou a lotar mas havia um público considerável, tinha até uma fila grande na entrada da sala de projeção, coisa que é rara para a estréia de um filme nacional.
A euforia era tanta que teve gente no início da fila que estava com ingressos para o outro cinema do shopping. Fiquei imaginando a decepção deles… Aliás, fila no Brasil é um terror por si só, mas falaremos sobre as filas outro dia, hoje é dia de falar de filme.
Os trailers passados antes da exibição do filme pareciam muito bons. Teve o de um filme chamado Stardust, com o Robert de Niro. Um filme de aventura com efeitos especiais que me pareceram interessantes. Outro que vi também foi uma animação realística (ou uma realidade animada?) chamada Beowulf, com Anthony Hopkins e a Angelina Jolie feitos em computação gráfica. Já estão no caderninho!
Começou o Tropa de Elite.
Ver um filme no cinema já é uma experiência totalmente diferente do que ver o filme em casa, sobretudo devido à qualidade do som e o tamanho da imagem. Mas fora isso, todos que viram perceberam, assim como no trailer, que o som do filme é outro. De primeira qualidade! Os efeitos dos tiros e gritos são dignos de Hollywood.
Outra diferença brutal é a nova narração feita pelo Wagner Moura. O texto é diferente, a entonação é diferente e ele fala menos, mas nem por isso deixa de chegar ao ponto. Um bom exemplo da mudança feita no texto é quando o pessoal da ONG sobe o morro depois de fazer o trabalho da faculdade e o Baiano está cheirando cocaína. A narração não alivia mais o Baiano pela falta de oportunidade. Prestem bem atenção neste ponto.
Ah! E quem esperava ouvir o Wagner Moura dizer na telona que o Capitão Fábio estava “com o cu na mão”, pode esquecer… Nesse ponto a narração está bem mais light que a da versão pirata.
Quanto às imagens, há uma nova cena, mas que na verdade sustituiu outra e não gerou mudança significativa. Outras cenas foram um pouco estendidas, outras foram um pouco cortadas e os sub-títulos (Matias, Neto, O filho, etc.) foram retirados, o que deu um ritmo diferente ao filme.
Corrupção da polícia, hipocrisia da classe média, violência do BOPE, tráfico de drogas e armas… Verdade e realismo extremamente incômodos para muita gente. Já deu o que falar, mas ainda tem muito “pano pra manga”!
Hoje eu posso dizer que Tropa de Elite é o melhor filme brasileiro que já assisti!
